Pink

Na história de Santos nunca houve uma boate como a The Pink Panther

A casa a única localizada em frente à praia, ao contrário de todos os clubes noturnos da cidade que se concentravam no centro da cidade.

A The Pink Panther era a joia da coroa do entretenimento adulto na cidade, sendo que nos anos 1960, era um ambiente em que casais de família iam jantar e assistir espetáculos. E a partir da década de 1970 foi se tornou um ambiente estritamente masculino.

Localizada quase na divisa de Santos com São Vicente, The Pink Panther Boite era a verdadeira divisa moral da cidade. Em várias fases de suas existência se manteve em um delicado equilíbrio entre o entretenimento socialmente aceito e a clandestinidade. Era provavelmente um dos locais da cidade que se falava mais idiomas diferentes. As atendentes eram poliglotas. E o ambiente finamente decorado, com vista para o mar, conferiam um ar de glamour incomparável.

De uma certa maneira, fazia o contraponto com a Boca do Luxo, localizada no centro da cidade, onde se concentravam casas como Night and Day, Casablanca, Flamingo, Love Story, My Love, ABC House.

Em Pink resgatamos a crônica desses dias e colocarmos no correto contexto da época, de acordo com os guardiões dessa memória. Clientes, garçons, barmen, taxistas, porteiros, seguranças, jornalistas, policiais, estrelas. Todo um ecossistema de profissionais e pessoal com ligação direta ou indireta com o lugar, mas certamente afetiva. Como uma quebra-cabeças, vamos montar um quadro vivo desses lugar em todas as suas fases. Vamos redescobrir histórias de período mais romântico, de heróis improváveis para a época com as estrelas trans, que se tornaram celebridades locais.

Incluindo o início da decadência da casa, a sua derrocada nos anos 80 (entre outros motivos, por conta do advento da AIDS) e seu fechamento na década de 90.

As cores branco e rosa da fachada sempre vão nos lembrar de uma Santos que já existiu e sua joie de vivre.

Previsão de lançamento: segundo semestre de 2018